Quero começar este texto, questionando vossas senhorias, com o único intuito, como chegaram a conclusão de que não é mais necessário o isolamento geral? Até anteontem pregavam empiricamente que o isolamento era o único método eficaz no combate a pandemia. O que mudou? Não precisa responder, esta dissertação responderá.

Apenas com o embasamento político e elitista de que, isolamento salva vidas, já que os mesmos que o defendiam podiam manter-se em casa, levaram a sua própria comunidade ao caos social e econômico. Gerou desemprego, baixa arrecadação de ISS – imposto sobre serviços – e ao pânico descontrolado fazendo a comunidade se aglomerar nos poucos lugares abertos atrás de comida, materiais de higiene e dinheiro.

Foram medidos, foram analisados e foram desconsiderados todos os estudos que não corroboravam com a narrativa de pânico. Cadê os 44 mil mortos do estudo da Imperial College, mesmo em quarentena? Cadê o modelo matemático, que ao invés de provar que 2 + 2 = 4 apresentou 5 como resultado?

Veja que esta narrativa de pânico serviu apenas como política. Apenas e para, tão somente, desestabilizar o Governo Federal a titulo de “salvar vidas”. Foram irresponsáveis, os prefeitos de Canguçu, Vinicius e o prefeito de Piratini, Vitão. Ambos deviam pagar e arcar com o custeio dos desempregados que surgiram neste mês de quarentena. Dois prefeitos, dois irresponsáveis, orientados por um governador que tinha como meta, num estado quebrado, forçar o Governo Federal pagar suas contas. Assim é fácil governar.

Cheguei a informar o Vinícius que não havia nenhum estudo que corroborasse a tese de quarentena em cidades que se quer tinha transmissão comunitária. E aplicar tal isolamento foi ineficaz e estupidamente prematuro. O Vinícius considerei um bom prefeito, já o conheço, mas está tão mal assessorado que pesa aos meus sentidos se houve ao menos um debate entre eles sobre fechar ou não o comércio. Precipitou-se neste norma, colocou a saúde financeira do município em perigo e agora é remendas as duas coisas, como falei, poderia só enfrentar um problema, agora enfrentará dois. O prefeito cometeu o erro de Napoleão Bonaparte, tinha só um inimigo, a Inglaterra, na Batalhe de Waterloo, ele, provocou a Prússia, indo de encontro a ela, dando tempo para o exército inglês ir em apoio, abriu-se então duas frentes de batalha, ao leste com a Inglaterra, e o Norte com a Prússia, sendo derrotado em 1815, e indo parar no isolamento na ilha de Santa Helena.

O mesmo erro cometeu nossos prefeitos, tinha um inimigo, criaram um segundo inimigo sem necessidade, e agora pedem socorro, socorro que sabiam que viria para suas contas, seus salários e suas compras emergenciais. Mas uma cidade não é baseada em um único homem. Não se formam cidades com políticos, se formam cidades com todas as pessoas, e estas pagarão o pato, de um erro, propositalmente elaborado, para que a sociedade ficasse de joelhos. Culpados? Não sei, mas que foram coniventes com o Governador, isto foram.

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